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EnA – Enfermagem na Austrália

Se aqui chegou porque é enfermeiro, ou porque é Português, ou Brasileiro, ou fala Português ou está a considerar migrar para a Austrália, ou pensa em trabalhar na Austrália, ou busca informação sobre enfermagem na Austrália, ou tudo isto… bom, chegou ao sítio “quase” certo! Porque o sítio certo está para nascer!! E vai chamar-se EnA!

Este blog não tinha como objectivo dedicar-se a questões de migração para terras Australianas. Contudo a ideia tomou forma devido às muitas solicitações que foram surgindo, mesmo quando eu não publicava posts assiduamente (e isso tem sido a maior parte do tempo!!). Contudo os variados emails que fui recebendo deram-me a motivação para criar um website dedicado ao tema da enfermagem na Austrália, com incidência nos mecanismos associados à migração para este país enquanto enfermeiro.

Assim está em gestação o EnA – Enfermagem na Austrália. O endereço deste website ainda não está definido. Estou a criar o conteúdo e necessito de mais algumas semanas e também ideias. Um dos meus prévios posts não desenvolveu grande participação por parte dos leitores. Mais uma vez apelo a que partilhem as vossas sugestões. Deixem um comentário ou enviem um email para info@joaogrilo.com.

Tópicos que estou a pensar abordar:

  • Vistos
  • Acreditação/registo como enfermeiro na Austrália
  • Teste de Inglês/domínio da língua Inglesa
  • Custos envolvidos
  • Recursos / links / instituições
  • “emigrar para a Austrália – um guia para enfermeiros” (Bom, isto seria demasiado ambicioso! Se surgir levará o seu tempo.)
  • Enfermagem na Austrália
  • faltam as sugestões dos leitores

Se bem que os conteúdos serão mais direccionados a enfermeiros que desejam emigrar para a Austrália creio que profissionais de outras áreas também encontrarão no EnA informação relevante.

De notar que não sou ou represento qualquer agente de imigração. A informação que pretendo partilhar através do EnA sê-lo-á de boa fé mas não é de carácter técnico. Digo, sou um simples enfermeiro que imigrou para a Austrália e creio que tenho alguns conhecimentos que posso partilhar, é tão simples quanto isso.

Se estiver interessado em receber notificação do nascimento do EnA envie um email para ja_grilo@yahoo.co.uk com o assunto EnA. Ou simplesmente preencha o formulário na página de contacto e no campo assunto escreva EnA.

Aguardo a vossa participação.

Austrália: Como conseguir um visto de trabalho em três semanas?!

O título deste post não alertará o leitor desatento. Alerto então para o facto de que há que subentender uma pré-preparação. O período de tempo que tal requer irá variar de pessoa para pessoa e deve ser adicionado às referidas 3 semanas. Por razões óbvias não dou garantias de que essas 3 semanas aconteçam, ocorram, sejam precisas ou qualquer outra terminologia que fique bem.

Sigo.

Escrevo desde a Austrália. Aqui regressei recentemente após um alongado período de “desemprego por opção”! Regressei como residente temporário mediante um visto patrocinado. O famoso 457. Desta vez a extensão do visto revelou-se mais curta do que o meu primeiro em 2006. Em finais de 2011 terei que abandonar o país ou permanecer com um outro qualquer visto. Até pode ser um outro 457… mas não creio.

Enfim, mas vamos então às 3 semanas. Se bem que pouco relevante vou tentar expor a minha situação pessoal. Assim talvez ilumine o facto de que é sempre uma situação pessoal. Uma excelente solução para mim poderá revelar-se desastrosa para uma outra pessoa.

Viajei.  Por variadas razões, todas, ou quase todas, do foro pessoal (e não são sempre…) voltei à Austrália. A minha opção inicial, pouco debatida e apressada foi de entrar com um eVisitor. Rapidamente aprovado, tal visto deixou-me algo despreocupado. Meio caminho via Ásia e finalmente decidi reflectir. Rapidamente optei por uma outra abordagem. Eu sabia que a forma mais rápida de conseguir trabalhar legalmente na Austrália era o 457. Esta opção é inquestionavelmente boa para mim, um enfermeiro. Para outros… não sei.

Este visto destina-se a colmatar necessidades imediatas no mercado de trabalho Australiano. Enfermagem, Engenharia, Medicina, Carpintaria, Esteticistas (Cabeleireiras), talhante!!!… e outros mais. Se há trabalho e não há trabalhadores… 457. O meu próximo passo será o PR (permanente residency), o famoso visto de residente permanente.

Mas como foi isto de 3 semanas. Bom, como já referi, este foi o meu segundo 457. Já estava registado como enfermeiro na Austrália. Como a entidade que rege a minha profissão requer domínio da linguagem para  me aceitar no registo, nem sequer tive que me submeter a um teste de Inglês (caro). Para além de fazer parte da Ordem dos Enfermeiros necessitava de uma oferta de trabalho. Aqui mais uma vez a minha opção revelou-se fundamental. Enviei o meu portefólio profissional para a pessoa que gere o recrutamento de enfermeiros para o Território do Norte. Das duas únicas unidades de cuidados intensivos existentes neste estado recebi emails questionando-me sobre qual seria a melhor data para eu começar! Após 15 meses sem trabalhar esta foi a abordagem. Optei por Darwin. O departamento da Família e Saúde informou o Ministério da Imigração que havia oferta de trabalho para mim. Depois de interagirem um com o outro recebi de Darwin um código para submeter a minha candidatura ao visto via internet. Assim o fiz. Enviaram-me também, por escrito, uma oferta de trabalho que juntei à candidatura. E também meu CV, cópia do meu passaporte, comprovativo do meu registo na ordem dos enfermeiros, uma carta onde expus a minha situação pessoal! E voilá!

Submeti a candidatura em meados de Outubro. Visto aprovado na primeira semana de Novembro! Para bom entendedor meia palavra basta e estou certo de que a quem interessar boa informação daqui levam.

Boa sorte.

Ajuda? Sempre podem enviar um email para a minha pessoa. Mas de lembrar que também tenho vida :)

Austrália – Emigração

Por razões que me são alheias muitos cibernautas descobrem este insignificante blog aquando da pesquisa de informação sobre a Austrália. Mais precisamente sobre imigrar para a Austrália! Alguns deixam comentários com pedidos de informação. Outros contactam-me directamente. A alguns desiludi pois supostamente, dentro de um determinado período de tempo, iria enviar informação sobre a minha experiência pessoal e sobre o que sei sobre este país… mas tal nunca aconteceu, pelo que peço desculpa.

Sendo assim parece-me justo partilhar aquilo que sei. Se bem que pouco, tem num entanto a vantagem de ser em primeira pessoa e poderá direccionar na busca de melhor e mais precisa informação. Devo salientar, contudo, que o meu ponto de vista vem de alguém que optou por tentar viver/trabalhar/experimentar a Austrália pela simples necessidade de tentar algo diferente, de aventura. As minhas razões nunca foram económicas pelo que poderei não estar apto a prover detalhes importantes para quem pretende optar por este país por motivos monetários.

Seja como for também eu pago contas e renda, e outras coisas mais que fazem parte de uma sociedade capitalista. E assim sobre dinheiro também falarei.

Devo apontar também que há que ter uma diferente percepção do mercado de trabalho na Austrália. A emigração aqui é extremamente selectiva e privilegia aqueles que são jovens, especializados em áreas concretas e preferencialmente com experiência. Eu gosto de dizer que eles precisam mais de mim do que eu preciso deles… contudo esta posição de privilégio advém da minha actividade profissional que, apesar de (invariavelmente) mal paga e mal apreciada segue sendo fundamental em qualquer sociedade. De igual forma pessoas com formação na área da medicina, engenharia e educação continuarão a ser preferidas pelo sistema de imigração Australiano.

Finalmente, peço que o que aqui vão ler não seja visto como verdade absoluta ou que de alguma forma direccione as vossas decisões como fonte única. Apenas pretendo expor a minha experiência e opinião em relação a esta temática. Para qualquer informação extra que possam sugerir ou que queiram solicitar contactem-me. E, não esquecer que as leis de imigração Australianas mudam conforme a situação económica e política do país, por isso mantenham-se actualizados aqui.

Que motivos?

Este país está a cerca de 20000 Km de Portugal.Creio ser pertinente meditar sobre as razões que nos levam a considerar tão distante país como destino.

Deixem que vos conte uma pequena experiência com o Clube Português de Victoria. No dia 10 de Junho, dia de Portugal, este clube organiza uma festa em Melbourne para celebrar a cultura Portuguesa. Em 2007 tive a oportunidade de estar presente e desnecessário será dizer o agradável que foi. Aí fiquei a par da existência da Associação e de que tem jantares e actividades regulares. Achei por bem começar a minha exploração com um jantar. Aí conheci variados Portugueses de diversas partes do País e com o comum da imigração por razões económicas. Pessoas trabalhadoras que em pouco tempo se estabeleceram confortavelmente no pais dos koalas. Porém não pude deixar de notar uma certa angústia de vir de um país que não lhes podia oferecer aquilo que a Austrália pode! Esta sensação de que há uma revolta, uma zanga com Portugal… Não me identifiquei e à associação não voltei. Portugal é um país fantástico e, tal como qualquer outro tem os seus quês e porquês. Fui a outras terras porque quis descobrir e conhecer. Se bem que o nosso país tão breve não me poderá oferecer aquilo que o Reino-Unido ou a Austrália ofereceram também é minha opção não voltar e trabalhar para melhorar as coisas.

Seja aventura ou seja finanças, na Austrália vai estar-se longe, longe da Europa, longe da Ásia, longe de muita coisa. Naturalmente como país desenvolvido que é, também aqui se têm os confortos de outros países Ocidentais. A distância a quem nos é querido é que é mais difícil de tolerar. Sempre que voo para Portugal os custos envolvidos são elevados, seja do ponto de vista económico, seja pelo tempo despendido. Porém vale sempre a pena!

Tanto escrevi simplesmente para dizer: pensem nas razões que vos impulsionam a considerar a Austrália e ponderem os sacrifícios necessários. Só se vive uma vez e não é decisão fácil…

Fontes de informação/agentes/intermediários

Comecemos por locais onde informação está disponível de forma oficial e precisa. Sobre imigração para a Austrália nada como o website do governo em relação à matéria: www.immi.gov.au. Sugiro que passeiem pelo website. Se contactassem um departamento da imigração Australiana e houvesse dúvidas a esclarecer muito provavelmente eles acederiam a este sítio para vos elucidar ou para ele vos encaminhariam. Ou talvez seja diferente mas tem sido esta a impressão com que tenho ficado.

Naturalmente a embaixada Australiana em Lisboa poderá ser uma boa fonte de informação (como já alguém aqui sugeriu). Pessoalmente sempre procurei minimizar a minha interacção com diferentes fontes de informação. Sobretudo humanos… é difícil estar a par de todos os detalhes sobre as leis/regras de imigração para a Austrália e diferentes pessoas vão fornecer diferente informação, tornando tudo mais confuso e complexo.

Uma simples pesquisa no google usando “immigration to australia” proporciona mais de trinta e três milhões de resultados! Muitos são os websites de empresas especializadas em imigração para o país. Tenho alguns amigos que utilizaram tais agentes e, apesar dos elevados custos ficaram satisfeitos com os resultados. Há uma instituição que regula o trabalho de tais facilitadores chamada MARA.

Dependendo do dinheiro que estejam dispostos a despender assim como o tempo e paciência que tenham em mãos a opção será fazer tudo de forma independente (possível e menos oneroso, criando também menos dependência no futuro por se acaso continuem a interagir com o ministério da imigração). Poderão utilizar um agente de imigração (solicitará uma panóplia de documentos e informação e trata de tudo em vosso nome, contudo creio que não irão fugir ao preenchimento de formulários, tratar de traduções e outras coisas mais… isto para não falar dos custos associados! Eu gastei menos de mil dólares Australianos para um visto patrocinado (Sponsored Visa) e conheço um Françês que gastou seis mil para o mesmo efeito!!!

Todavia estas são meras sugestões. Depois da decisão tomada os “comos” e “ondes” ficaram ao cabo do interessado.

Pré-requisitos

A primeira coisa a considerar é: qual é a actividade profissional que desempenham?

Se por acaso são empresários poderão facilmente estabelecer um negócio se apresentarem prova de fundo monetários superiores a quinhentos mil dólares (não sei onde fui buscar este número! Acho que de uma conversa com um amigo. Mas corrijam-me se estiver a mentir).

Caso não sejam tão afortunados sempre podem dar uma vista de olhos na lista de profissões altamente solicitadas e pontos associados nesta lista. Esta lista de Actividades Profissionais especializadas, é actualizada (creio) mediante as necessidades do país. Repito, cada actividade é pontuada, e esta pontuação é deveras importante. E, na realidade são duas listas numa, mas não vale a pena complicar.

A Austrália utiliza um sistema de pontos no qual diversas características são associadas a uma especifica pontuação. Depois de somar todos os pontos que se enquadram com a vossa situação pessoal poderão justapor o resultado com pontuação mínima que o departamento de imigração definiu para um ano ou para um período específico. Se a pontuação for igual ou superior ao requerido então poderão candidatar-se ao visto que pretendem (algo mais complexo que isto mas, mais uma vez, não vale a pena complicar).

Vejamos o meu caso especifico utilizando o formulário disponibilizado pelo web site do departamento de imigração com o nome de General Skilled migration. Na página 19 têm informação sobre o “Points Test”.

Aqui está o meu caso:

Skill – 60
Age – 25
English language ability – 25
Specific employment – 10
Australian employment – 10
Australian qualifications – 0
Occupation in demand (and job offer) – 15
Designated language – 5
Studying and living in regional Australia – 0
Partner skills – 0
State/Territory government nomination – 0
Designated Area sponsorship – 0
Total: 150 pontos

Ou seja, sou enfermeiro, tenho 30 anos, passei o teste de Inglês (IELTS) com 7 em cada secção, trabalhei na Austrália nos últimos 2 anos e por aí adiante…

Também sugiro a consulta do Visa Wizard. Uma boa ajuda para ficar com uma ideia em relação ao visa que mais se adequa. Porém, eu sugiro que o ponto de partida seja: Por quanto tempo quero emigrar para a Austrália? Dois anos ou uma vida? Que tipo de flexibilidade quero ter enquanto viver nesse país, assim como que regalias gostaria de aceder.

A título de exemplo, eu aterrei nesta grande ilha com um visa patrocinado. Em 2006 paguei $180 mais custos de traduções, testes de inglês e outras coisas (uns mil dólares, como já referi). Este visto permitia-me trabalhar tempo inteiro (40h semanais, nem mais nem menos). Uma estadia máxima de 4 anos (excepto, claro, se me candidatasse a outro visto). Estava limitado ao empregador que patrocinou o meu visto, ou seja não posso trabalhar para mais ninguém (atenção, o patrocínio aqui refere-se só e exclusivamente ao facto de que eles notificaram o departamento de imigração de que estavam preparados para me empregar… não existe qualquer tipo de patrocínio económico). Se sou despedido ou se me despeço tenho 28 dias para deixar o país… a não ser que tenha outro visto já tratado. Não tenho acesso ao Medicare (sistema nacional de saúde), tendo que adquirir o meu próprio seguro de saúde (caro, muito caro). Apesar de pouco dispendioso este visto limita aquilo que se pode fazer e onde se pode ir neste país. O que pretendo apontar é a necessidade de estar alerta para as limitações dos vistos. Depois de decidir vir para a Austrália há que definir sob que condições o fazer. O tipo de visto que conseguirem irá definir variadas coisas. Dentro do possível eu recomendo a candidatura ao Visto de Residência Permanente. Basicamente funciona como se fossem cidadãos mas sem direito a voto ou outras coisas típicas de ser cidadão de um país.

O domínio do Inglês é, naturalmente, fundamental. Sendo em geral mandatário provar o domínio da língua por teste (IELTS), excepto se já tiverem familiares na Austrália e eles estejam a actuar como “patrocinador”. Se Terra Australis é o sonho então o melhor é investir no domínio da língua Inglesa. Um curso e interacção frequente com quem tenha por língua nativa o Inglês seria o ideal, mas de si sabe cada um.

Tipos de vistos

Residência permanente

Aquele que recomendo para quem quer flexibilidade geográfica e flexibilidade em relação ao empregador e, sobretudo, para quem se quer comprometer a sério com a Austrália. Envolve muita dedicação, envolve maiores gastos imediatos e geralmente demora a ser processado, contudo se reunirem todas as condições, e como já referi, será quase como tornar-se cidadão e os custos valem a pena. Não é necessário ter uma oferta de trabalho antes de chegar ao país. Apesar de a actividade profissional do candidato ser de máxima importância para a decisão em atribuir o visto ou não, tanto quanto sei não têm que praticar essa actividade após atribuição do visto.

Visto de Estudante

Educação é o terceiro negócio mais exportado pela Austrália depois de recursos minerais e carne bovina (assim fui informado por um Australiano). Não é barato ser estudante neste país, contudo pode ser o investimento de uma vida pois que após completar um curso neste país não necessitam de fazer traduções ou solicitar certificação por determinadas instituições relativamente às vossas habilitações literárias. Conheço muitas pessoas que utilizam este visto para se estabelecer na Austrália. Permite estudar, mas a um custo elevado – somente em taxas para um Universidade falamos de $20.000 ou mais por ano. Geralmente serve como uma boa base para uma futura candidatura a um visto de residência permanente, permite trabalhar (mediante certas condições) e podem trazer o parceiro ou cônjuge, que também pode trabalhar ou estabelecer um negócio. A outra possibilidade para candidatura a este visto são cursos de meio ano ou coisa parecida. Estes cursos podem ser somente $2000 ou $3000 e também possibilitam trabalhar (limitado em termos de horas). Naturalmente há o problema de candidatura a um outro visto cada 6 meses (ou duração do curso) e a possibilidade de ter que deixar o país entre vistos (com os custo associados), mas destes sei eu pouco.

Visto Patrocinado

Geralmente associado a uma actividade na qual há falta de profissionais no país (enfermagem é um bom exemplo). O primeiro passo é conseguir uma oferta de trabalho. Isto pode ser feito de forma independente, ou poderão utilizar um agente. No meu caso, e porque há uma acentuada falta de enfermeiros no país, utilizei uma agência de recrutamento que organizou uma entrevista via telefone com um possível empregador. Após me ter sido oferecido trabalho a mesma agência guiou-me pelo processo de candidatura ao visto (como que me deu uma lista de tarefas a fazer) e deu-me um “guião” com dicas em relação a estabelecer-me em Melbourne e houve alguém que veio ao aeroporto, disse olá e deu boleia até ao motel que eu havia previamente reservado. Fiz as coisas sozinho mas com o conforto do suporte de alguém que conhece o sistema e pode dar algum apoio. Se enfermagem é a vossa área recomendo vivamente o uso de uma destas agências. Não pagam nada pois quem paga é o futuro empregador. Claro que ficam limitados as empregadores que utilizam estas agências! Muitas empresas dependentes de trabalhadores migrantes têm departamentos que funcionam mais ou menos como estes intermediários.

E muitas são as variações destes vistos e outros mais há!! É uma fartura :)

Processo

Pode demorar, por isso há que ser paciente. Dependendo do visto a que se candidatem creio que tudo é possível… desde 6 meses a dois anos de espera por uma decisão (após envio de documentos e formulário de candidatura).

Muitas serão as traduções necessárias… ou talvez não, depende do visto e da vossa situação especifica. Aqui tudo é muito individualizado. Essas traduções têm que seguir determinadas regras, pelo que não vale a pena tentar traduzir coisas de forma indiscriminada pois poderão ver os documentos recusados. Como já disse é provável que tenham que efectuar o teste de Inglês que já referi. Esta parte creio que é de extrema importância. Eu aconselho vivamente que façam do Inglês uma quase que linguagem nativa para vocês. Não só porque assim passarão o teste facilmente mas também porque assim tudo será mais claro e entenderão facilmente todo o processo e solicitações que o departamento de imigração possa fazer. O importante é não estar perdido enquanto dedicam tempo e dinheiro a este investimento. Uma outra sugestão é a de que preparem a vossa candidatura minuciosidade. Desde uma correcta e repetida leitura de todos os detalhes no formulário de candidatura. Agrupar todos os documentos e traduções (seguindo as directivas necessárias). Manter cópias de tudo, de preferência certificadas (mais uma vez seguindo as directivas do departamento), não vá o diabo tece-las.

Um correcto e legível preenchimento do formulário é fundamental… se de facto a vossa escrita é quase ilegível então peçam àquele(a) amigo(a) que escreve quase como um computador. A outra opção é preencher o formulário utilizando um programa que permita editar e guardar as modificações num documento pdf. Os formulários estão em pdf e é possível preencher os espaços disponíveis. Pode parecer um conselho ridículo mas acreditem que previne confusões e atrasos.

Outro pequeno conselho, que envolve custos mas tem bons retornos, é que não utilizem correio normal. Usem uma dessas companhias tipo DHL. Muito mais seguro e rápido. Será dinheiro bem investido. Correio normal não só pode acabar extraviado mas também pode demorar muito tempo a chegar… tempo é dinheiro. Depois de receber a vossa candidatura o departamento vai processá-la e alguns meses depois poderá simplesmente enviar uma carta a solicitar mais uma série de documentos/traduções ou qualquer outra coisa que lhes pareça necessária… mais uma vez usem DHL ou similar.

E não sei que mais vos diga… sei que isto está algo confuso mas enfim! Muitos são os detalhes e pormenores e variadas informações que aqui podia colocar. Contudo elas andam por ai e se de facto a Austrália se apresenta como uma possibilidade, procurar por essa mesma informação não será aborrecido, será delicioso e excitante. A quem seguir este rumo desejo boa sorte e se à Austrália chegarem que me enviem um email pois sempre estou disposto a ir por ai a tentar encontrar um café ou um pastel de nata tão bons como os que em Portugal há!

Como diz o meu caro amigo António: Bem hajam!!